Eu vivo pelo instante que me permite viver
Mas o instante é cada vez mais avassalador
Meu coração grita
Aperta
Fica contorcido em meu peito
Quero gritar
Chorar
Mas a vida me impede
Não a vida da liberdade
E sim a vida a qual me criaram
Cada vez mais presa
Dependente
Insegura
Necessitada
De que?
De certezas
De respostas
Cada dia mais difícil conviver com esse meu eu
Que temo
Como se fosse o demônio a visitar-me
Ou um vampiro a sugar minha vida
Às vezes me deixo levar por ele
E a sensação de imortal...
Parece sonho
Mas aí acordo
E percebo que vivo no pesadelo
O pesadelo do meu próprio eu